terça-feira, 21 de junho de 2011

CARRO ELÉCTRICO PARA PM


Entrega de um Smart Electric Drive

Abril, 01 - O Presidente da Câmara Municipal de Coimbra entregou hoje um Smart Electric Drive à Polícia Municipal. Barbosa de Melo fez-se acompanhar pela vereadora Maria João Castelo Branco e pelo vereador Paulo Leitão. A CMC tem ao serviço dois destes veículos: um para a PM e outro para a Presidência.

JOGO PELA NET PREOCUPA COIMBRA


A vereadora da Ação Social e Família da Câmara de Coimbra manifestou-se ontem preocupada com a problemática da dependência do jogo através da Internet entre os jovens, fenómeno já constatado pontualmente na comunidade estudantil local.
“Há constatações de jovens, a partir dos 13 anos, a jogarem através de ‘sites’ da Internet. Jogam compulsivamente, por vezes grandes fortunas, alguns na comunidade estudantil, já com insucesso escolar”, afirmou Maria João Castelo Branco.
A vereadora da Câmara Municipal de Coimbra falava aos jornalistas no âmbito do II Encontro da Rede Institucional das Adições de Coimbra (RIAC), que decorreu até quarta-feira no auditório da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUC).
“É um comportamento de risco. Existe na comunidade estudantil de Coimbra, mas são só situações pontuais”, declarou a autarca, que discursou na sessão de abertura do encontro.
O diretor da Delegação Regional do Centro do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), Carlos Ramalheira, outro dos oradores na sessão, disse à Agência Lusa que esta adição, mais comum entre os jovens, “ainda não é uma prioridade na região Centro”, mas o fenómeno está a ser observado.

in Jornal da Madeira, 10-6-2011

RUAS DE COIMBRA ACOLHEM FANTASMAS DA SOLIDÃO

Cerca de 200 Sem-abrigo

As costas carregam uma pesada mochila e as mãos seguram um copo de café que apenas servirá para aquecer o estômago, porque o coração, esse, está frio, pequeno, magoado e amargurado demais para se sentir reconfortado com uma bebida quente, ainda para mais nesta noite, carregada de mágoas e de decisões difíceis.

“António” (nome fictício) prepara-se para dormir, pela primeira vez, na rua. 43 anos, sete deles passados em Coimbra (é natural de Águeda), este serralheiro que trabalhou para grandes empresas, em grandes obras, está desempregado há dois meses. Sem trabalho desde então, tem visto a sua vida desmoronar-se.
Um subsídio de desemprego de 300 e poucos euros não chega para uma vida com o mínimo de dignidade, ainda para mais quando 100 euros vão, religiosamente, para a pensão de alimentos do filho (que faz hoje dois anos) de quem fala com os olhos cheios de lágrimas e de orgulho.
Dormir na rua passou a ser solução depois de ter entrado em ruptura com a instituição que o acolheu, mas garante que é «coisa temporária». «Já tenho tudo definido. Vou dormir na Alta, junto à Universidade. Mas é só hoje, amanhã já vou pedir ajuda», garante, despedindo-se, com mais um gole de café e a promessa de que dormir na rua não será um modo de vida.
A história de “António” é apenas uma das muitas histórias de sem-abrigo que contam as ruas de Coimbra. Embora não exista um número oficial, estima-se que sejam cerca de 200 as pessoas que, neste momento, dormem, entre a Alta e a Baixa, em vãos de escadas ou em recantos mais protegidos de edifícios da cidade. O número tem andado estabilizado, mas fenómenos como a imigração, a crise, o desemprego poderão fazer com que aumentem os casos, como admite Maria João Castelo Branco.

Combater a solidão
A vereadora responsável, desde Dezembro de 2010, pela Acção Social do município quis conhecer de perto a realidade destes homens e mulheres que, pelas mais variadas razões, “escolheram” a rua para viver. Por isso, fez parte, esta quarta-feira, da Equipa Móvel de Intervenção Social (EMIS) da autarquia, em funcionamento desde 2004 para acompanhar e integrar os sem-abrigo, através de uma parceria com a Segurança Social e diversas instituições da cidade, no âmbito do Plano Nacional de Apoio para a Inclusão.
Semanalmente, às quartas-feiras, a equipa, composta por um técnico e voluntários, pára em locais estratégicos da cidade para levar um café quente, um bolo ou um salgado, que aconchegam o estômago, e as palavras que confortam o espírito de tantos que, entre outros lamentos, se queixam de solidão.
É por causa dela, da solidão, que Marcelo se desloca muitas vezes à escadaria das Químicas, na Universidade de Coimbra, local que, nos últimos três anos, o amigo Hernâni Dinis, homem vivido, viajado, frequentador da Casa da Cultura, escolheu para chamar “casa”. «Eu sei o que é a solidão, é a coisa que mais me atormenta neste momento», queixa-se, aceitando o copo de leite com café quentinho que a equipa da EMIS transporta num termo azul. Marcelo, músico, tem casa em Santa Clara, mas prefere o desconforto da “tenda” de cobertores do amigo Dinis precisamente porque ali tem «conforto, de amizade».
Uma tenda onde não falta uma banca de cozinha (num banco de pedra) com copos e canecas, uma cadeira, uma espécie de armário (uma palete de madeira) onde se arrumam os sapatos e a companhia de um rádio onde, naquele instante, Madonna canta “La isla bonita”.
É tudo menos bonita a história do principal ocupante deste espaço. Uma vida contada aos solavancos e com muitas mais histórias escondidas por detrás das mágoas que Hernâni Dinis, com 52 anos, evita contar, mas que passam por dependência de álcool, por uma passagem pela prisão por assalto a uma ourivesaria, por uma estadia em França que não correu bem e por um relacionamento conflituoso com os filhos que o impede de estar com os netos que são, mesmo sem o querer demonstrar, a razão das suas lágrimas.

Soluções são difíceis
«Estou aqui para arrumar o sótão e está praticamente arrumado», confessa, em conversa com Maria João Castelo Branco, a quem garante que se tivesse um emprego (é um pedreiro e soldador «de primeira») deixaria a rua. «Isto nem saudades me deixaria», atira. Só que, viver na rua, ser sem-abrigo, já lhe valeu muitas negas de emprego e, claro, mais mágoas a fazerem aumentar a tristeza da sua condição.
«As pessoas vêm aqui, mas não trazem soluções, só trazem opiniões», lamenta Dinis, confessando que estes três anos fizeram desaparecer o homem forte que «já cá existiu dentro». «Não sei onde é que ele está», desabafa. Maria João Castelo Branco promete voltar, talvez com soluções. Para o Hernâni Dinis, e para muitos outros sem-abrigo que, na quarta-feira, aproveitaram as palavras da vereadora (mesmo sem saberem de quem se tratava) para deitar cá para fora os fantasmas associados a muitas noites dormidas ao relento, ao frio, sem conforto e com medo.
Isto embora, como confessa a vereadora, e também João Carlos Gaspar, director do Departamento de Acção Social da autarquia, que acompanha a visita, as soluções sejam muito difíceis para uma população que transporta consigo problemas psicológicos e psiquiátricos, mágoas e angústias e dramas familiares de resolução complicada. Apesar de tudo, «há casos de sucesso», garantem os responsáveis.
Maria João Castelo Branco desdobra a “cábula” com dados sobre o trabalho voluntário de sete anos da equipa da EMIS, mas confessa aos jornalistas que a acompanham, no final de uma “viagem”, que passou pela Avenida Sá da Bandeira, pelo edifício da Caixa Geral de Depósitos, na Baixa, pela Avenida Fernão de Magalhães, ou pelo Parque Verde, que o que sente «é muito mais do que o que está no papel».

por Ana Margalho in Diário de Coimbra,in Diário de Coimbra, 6 de Maio de 2011

CIDADE TEM 200 SEM-ABRIGO MAS NUMERO PODE AUMENTAR

A cidade de Coimbra tem 200 sem-abrigo referenciados mas o número pode vir a aumentar devido a “novas realidades”, admitiu quarta-feira feira à noite a vereadora responsável pela ação social, Maria João Castelo Branco.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Neste momento não creio que esteja a aumentar, mas poderá haver algumas possibilidades de infelizmente se vir a verificar um acréscimo com novas ou outras realidades que estão associadas à emigração e ao facto de Coimbra ser uma cidade muito solidária, que se preocupa muito com quem está muito fragilizado”, sublinhou a autarca.

Quarta-feira à noite, numa visita por vários locais da cidade, acompanhando uma equipa de rua, a vereadora responsável pela ação social sublinhou que Coimbra “é uma cidade que auxilia, que acolhe bem, e por isso é natural que venham mais” pessoas sem abrigo.

“Algumas pessoas que pedem ajuda aos serviços da Câmara Municipal de Coimbra não são de cá, vieram de fora, de Lisboa, de Águeda, e de outros lados”, salientou a responsável, justificando que “há essa sensação de que Coimbra auxilia, acolhe bem”.

Belmira, de 41 anos, do Porto, é um desses casos. Há dois meses em Coimbra, e embora não esteja a residir na rua, é presença assídua nas visitas das equipas de rua que levam “o conforto de umas palavras”, café, doces e uns salgados para aconchegar o espírito e o estômago das pessoas da rua.

Num retrato dos sem abrigo, a vereadora Maria João Castelo Branco fala de pessoas de fracas condições financeiras e económicas, desempregadas, emigrantes e indivíduos provenientes de famílias em desagregação ou com doenças do foro psiquiátrico.

Desde 2004 que a autarquia tem em funcionamento uma equipa móvel de integração social, para acompanhamento e inclusão dos sem abrigo, através de uma parceria com a Segurança Social e diversas instituições da cidade, no âmbito do Plano Nacional de Apoio para a Inclusão.

Segundo a vereadora da ação social, que assumiu o pelouro em dezembro passado, todas as semanas, de segunda a sexta-feira, de forma rotativa, as instituições parceiras fazem o acompanhamento de todas as pessoas e “avaliam periodicamente cada situação” para criar projetos de vida.

Na ronda efetuada pelos locais de concentração dos sem abrigo de Coimbra, os jornalistas descobriram um homem de 43 anos, natural de Águeda, que se preparava para dormir na rua pela primeira vez.

“Estava numa instituição de acolhimento, mas zanguei-me e saí. É só esta noite na rua, pois amanhã [quinta-feira] já vou pedir ajuda”, diz angustiado o homem, que está sem trabalho há dois meses.

Dos cerca de 300 euros mensais que recebe do Fundo de Desemprego, 100 destinam-se à pensão de alimentos do filho que, dentro em breve, vai fazer dois anos, conta aos jornalistas, enquanto saboreia um café quente oferecido pela equipa de rua.

João Carlos Gaspar, diretor do departamento de ação social da autarquia, que também acompanhou a visita, considerou que o retorno da maioria dos sem abrigo a uma vida normal, inclusiva, “é muito difícil”, apesar de haver histórias de vida de sucesso.

“Provavelmente pretenderíamos muito mais casos de sucesso, mas como tiveram oportunidade ver é muito difícil integrar esta população. Os casos que os levaram a esta vida são muito complicados”, enfatizou.

in DESTAK, 5-5-2011

125 CRIANÇAS PARTICIPAM NUM ENCONTRO DE ESCOLAS PIONEIRO EM COIMBRA


125 crianças de Coimbra foram ontem recebidas pelo grupo de animadores da Escola Secundária D.Duarte, para participarem naquele que se assinala como o 1º Encontro de Crianças e Jovens do Município de Coimbra, que decorreu no auditório da Escola Superior Agrária.
"Queremos que a primeira infância se converta em pessoas com capacidade interventiva e não expectante", explica Maria João Castelo Branco, vereadora da Acção Social e Família da Câmara de Coimbra.
O encontro é uma iniciativa pioneira em Coimbra, levada a cabo pela Rede Social do concelho e a Câmara Municipal, em parceria com várias entidades da cidade.. "Com este dia, Coimbra demonstra que está atenta aos mais jovens", afirmou Helena Libório, directora regional de Educação do Centro. Por seu turno Rui Antunes, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra desejou um bom dia a todas as crianças e garantyiu que o IPC vai participar em mais actividades promovidas pela rede social. O local para o primeiro encontro foi cedido pelo IPC. "Aproveitem o espaço magnífico que a Agrária tem para vos oferecer", referiu Jorge Oliveira, Admninistrador dos Serviços de Acção Social do IPC". (...)

Vânia Antunes, in Diário As Beiras, 4 de Maio de 2011

ENCONTRO AJUDA A FORMAR FUTUROS "CIDADÃOS ACTIVOS"



"Eu sou amiga do Francisco e o Francisco é amigo do Pedro. Logo, eu posso ser amigo do Pedro". É assim, em rede, atrás de um computador e também cara-a-cara, que vão nascendo as amizades e que se vai alargando o leque de amigos. É assim, especialmente entre os mais jovens, principais exploradores da internet e também das relações interpessoais.
Mas, e se transpusermos esta realidade para outros problemas da nossa sociedade? Para as doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo. Para os hábitos de alimentação saudável. Para a forma como ocupamos o nosso tempo livre. "Ter uma grande rede de amigos só é bom se eles forem bons amigos. Se não forem, pode ser perigoso., advertiu ontem uma das jovens actrizes do Grupo de Teatro Interdito, aos cerca de 125 jovens, alunos do 5º e 6º anos do ensino publico e privado que participaram no 1º Encontro de Crianças e Jovens do Município de Coimbra.
Realizada na Escola Superior Agrária de Coimbra, a iniciativa inseriu-se no Plano de Acção 2011 da Rede Social de Coimbra e teve como objectivo colocar estes jovens a pensar sobre o Mundo e a realidade que os rodeia.
Maria Jo~ºao castelo-Branco esteve na sessão de abertura do encontro e garantiu que, com esta iniciativa, "Coimbra demonstra que está atenta à primeira infância e que se preocupa em fazer dela uma geração que será um bom exemplo para o futuro". "Não queremos que estes jovens estejam, quando forem adultos, expectantes em relação à acção do Estado, ao apoio da família, ou que os auxiliem de alguma forma", adiantou, confiante de que serão "adultos que passarão da contemplação à acção".

DEBATER E CRESCER
Também Helena Libório, Directora Regional da Educação do Centro, deixou esta mensagem aos 125 alunos presentes: "São vocês os grandes actores deste encontro", afirmou, sublinhando a relevância dos assuntos em discussão, #são transversais à educação" de todos os jovens e que, neste caso foram discutidos e analisados em cinco workshops promovidos por cinco das parceiras da autarquia na Rede Social de Coimbra.
A Fundação Portuguesa A Comunidade Contra A Sida, convidou os jovens a debater "sexualidade/prevenção de comportamentos de risco; a Associação Juvenil Soltar Os Sentidos promoveu a discussão em torno dos "hobbies"; a Cáritas Diocesana de Coimbra falou sobre "Decisões"; a APPACDM debateu o tema da deficiência; enquanto que o Instituto Politécnico de Coimbra, através da ESAC, promoveu a discussão em torno da alimentação saudável.".
Para além de Maria João Castelo Branco e Helena Libório, participaram na sessão Jorge Oliveira, do Serviço de Acção Social do IPC e Rui Antunes, Presidente do Politécnico de Coimbra. Luis Alcoforado foi um dos convidados do encontro, tendo participado num debate com os jovens participantes na iniciativa, alunos dos agrupamentos de escolas Eugénio de Castro, da Pedrulha e de Taveiro, do Colégio S.Teotónio e S.Martinho do Bispo e dos Institutos Educativos de Souselas e Almalaguês.

Ana Margalho in Diário de Coimbra, 4 de Maio de 2011